Eu vou deixar pra lá, fingir que esqueci, agir como se não importasse.
-Caio F. Abreu.
Mas se você não me procura, é porque consegue viver sem.
- Caio F. Abreu.
Por favor, eu peço: não mexa comigo, não pise nas minhas feridas, não sapateie em cima dos meus calos. Eu mordo, rosno, viro bicho. Não faça mal para os meus, não maltrate quem não merece, não me faça pegar nojo da sua cara.
— Clarissa Corrêa.
Ei garota, você é forte. Por mais que chore, por mais que grite e por mais que negue, você é sim. Me diz, ele te magoou? Ele prometeu que seria eterno e depois foi embora? Ele conseguiu lhe provar que era um completo idiota? Ele te deixou mal, te deixou para baixo? Caralho garota, o seu mundo não vai acabar. Saudade dói, mas não mata. Daqui uns anos, pode até ser que tu ainda se lembre dele, e de todas as sequelas que ele deixou. Mas agora? Que tal dar valor para aquele seu vestido justo que está jogado lá no fundo do seu armário? Que tal ir ao salão, se renovar? Que tal ir para as festas com as suas amigas? Que tal ir se divertir? Que tal aproveitar enquanto ainda pode? Me diz garota, no futuro você quer dizer que não conseguiu viver a sua vida da maneira que desejava? Porra garota, você é linda. Você tem seus defeitos, você tem suas qualidades. Você comete erros, você não deixa de ser um ser humano por isso. Ei garota, não fica presa em casa observando as fotografias, revendo os históricos do msn, ouvindo aquela música que vocês costumavam chamar de “nossa”. Se olha no espelho, ri da sua cara. Começa a colocar toda aquela maldade em ação. Não que isso signifique se transformar em uma vadia, porque disso o mundo já está cheio. Ei garota, sorri. Sonha, dá valor. Não pense que vai ser uma merda sem ele, porque você vai conseguir revidar. Faz ele calar a boca quando disser que sente a sua falta e mostra que você não está nem aí para sua ausência. Provavelmente, doerá no início. Mas quando tu perceber que aquele idiota que partiu o seu coração não significa nada para si mesma… Você vai lhe agradecer por ser esperta. (cryandlive)
E te curto todos os dias. E te gosto. Muito.
Caio Fernando Abreu
Sei que todos, algum dia, acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama. Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada:vale tudo menos chorar tempo demais. Pois sempre há coisas boas para pensar. Algumas se realizam. Criança sabe disso!
Calma, respira fundo e ignora. Afinal, algumas pessoas não merecem palavras vindas de você, mesmo que essas palavras sejam as piores do seu vocabulário. (tristeimperfeicao)
Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de alguém conhecido ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte – pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.
Vamos lá então rasgar a fantasia. Tirar as máscaras. Pedir licença pra você mesma. Que você não é só sorrisos. Que você também gosta de colo. Que você pode ser a inteligente, a divertida, a namorada nem tão perfeita, a boazuda, mas que você pode continuar sendo você. Cheia de qualidades e defeitos, mas que são só seus. Cheia de vontade de gritar. De jogar tudo pro alto.
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