Repito pra mim que é preciso ser forte. Eu invento barreiras para fingir ser indestrutível. Poucos sabem, mas por dentro eu tô destruída, acabada, incompleta. Ninguém é capaz de mudar isso, nem de me fazer sentir melhor. O pior é quando você tem a certeza de que nunca foi importante para alguém. Pior é quando você pergunta a si mesmo o que está fazendo. E dessa vez, eu já entendi. Eu tô transformando isso tudo em outra coisa. Por mais que negue, eu tô indo embora. E ninguém, absolutamente ninguém se importa.
Eu realmente me assusto com a capacidade que as pessoas tem de esquecer tão rápido. Gente que ta mal em um dia e no outro, já superou. Gente que diz “não posso viver sem você” pra você e na próxima semana já diz isso pra outra pessoa. Acredite em mim, não estou reclamando. Adoraria ter essa capacidade também, seria bem útil. Do jeito que eu sou, só quebro a cara. Às vezes eu queria ter amnésia, sabe? Sinto que fico parada no tempo um tempão. Não sei deixar pra lá, seguir em frente, virar a página, ou coisas do tipo. Eu fico aqui, de boba, enquanto todos se vão.
E então você se cansa. Cansa dessa confusão toda, cansa desse nó na garganta, cansa de se sentir mal. Resolve desistir. E, por mais covarde que seja, é seu grande ato de coragem. Desistir de algo que se ama tanto, aliás, é o ato mais corajoso que alguém pode ter. Mais corajoso e mais doloroso também. Se vale a pena, eu ainda não sei. Só não dava mais pra continuar assim.
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