"Tristeza, pegue seus trapos velhos e vá atormentar corações em outra vizinhança. Aqui a felicidade quer morar, ponha-se daqui pra fora, agora!"
— Caio Augusto Leite
Sinto cada vez mais uma paixão desesperada - e rejeitada... Aquele amor não retribuído que aos poucos vai virando veneno, desejo de vingança, rancor e mágoa.
Mudei tanto, será a idade? Serão os tempos? Perdi aquela necessidade juvenil de me apaixonar toda semana. Ressabiei. Não fechei, acho, mas...
Ah, sei lá.''
Às vezes, sobretudo agora, verão e lua quase cheia, me surpreendo melancólico pelas noites a suspirar na sacada espanhola, com vontade de chorar.
Choro quando consigo.
Ou ouço Caetano cantando Contigo en la distancia, e choro mais.
Não tenho pena de mim, mas por vezes sinto falta de amor.
Fico sempre muito só.
Isso tudo nunca foi pra mim, nunca funcionou, é sempre eu que caio, de amores, ilusões, dores e no final de tudo eu fico aqui, esperando esse trem, pra me levar para a proxima estação, onde eu possa finalmente criar uma nova ficção na minha cabeça, uma nova atração para os meus olhos, uma nova paixão pro coração, e quem sabe, um final pra este roteiro.
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